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Dicas de comportamento para cuidadores de idosos

Cuidar de alguém é uma missão árdua e exigente, em especial quando se trata de um ente querido em uma fase delicada e sensível. Cuidar de idosos é uma profissão com nítida tendência de crescimento no mercado, por ser uma necessidade atual, já que as pessoas estão vivendo mais e precisam de suporte humano, em um determinado momento, para poderem ter mais qualidade de vida. Além disso, muitas vezes os familiares não podem assumir plenamente os cuidados específicos com seus pais ou avós.
Para assumir esse tipo de função não basta apenas conhecimento técnico. Dominar e conhecer bem qualquer procedimento é fundamental, mas saber se comportar e ter uma boa apresentação também é importante. O cuidador deve aprender como tratar o idoso, seus familiares, os profissionais da área de saúde e todos que participam da vida cotidiana do paciente. 

Essa atividade é distinta de outras profissões, começando por seu ambiente de trabalho, que é a própria casa do paciente. Contudo, o cuidador, ora pode ser companhia de um passeio, como acompanhante de uma internação hospitalar. Portanto, seu leque de relacionamentos é muito abrangente. As situações diárias exigem preparo para uma boa convivência com perfis e personalidades muito diferentes. 
Um bom cuidador de idosos precisa agir com educação, muito respeito, gentileza, profissionalismo, disciplina, organização e ética. É necessário ter habilidade para que os problemas pessoais não interfiram em seu trabalho e que a vida do paciente não dirija sua vida pessoal.

 É uma função que lida com a privacidade do paciente e com a intimidade de um lar, portanto, é bom lembrar que discrição e sigilo são indispensáveis. Convém vestir-se confortável e adequadamente, sem esquecer da importância de sua higiene pessoal. Roupas justas ou extravagantes são contraindicadas, bem como perfumes fortes ou odores provenientes de hábitos, como o tabagismo.
É uma profissão que exige responsabilidade e o uso constante das palavras mágicas, como “por favor”, “com licença”, “muito obrigado” etc. Pede também bons modos, muita paciência, humanidade e respeito com todos, mas em especial com o próprio idoso. Requer, ainda, sensatez para saber como agir, falar ou silenciar.

 Uma dica para ser sensível às necessidades do paciente é o profissional se colocar no lugar da pessoa que está sendo cuidada e zelar para que ela se sinta sempre digna e compreendida, independentemente de sua condição física, mental e emocional.




Artigo escrito para o jornal Diário do Sul

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