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O exemplo de “My Fair Lady”

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Estou de volta! Sei que fiquei um tempinho sem postar aqui no blog, mas estou retomando o ritmo. Que tal um pouquinho sobre comportamento destes personagens de um clássico musical? Confira!

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cena do filme
Ir ao teatro é algo que nos faz bem! Por isso, hoje vamos comentar um pouco sobre “My Fair Lady”, uma clássica e antiga comédia musical que está em cartaz em São Paulo. Com uma produção primorosa, a história tem muito a transmitir. Para quem não conhece, a trama se passa em Londres e se resume na vida de uma florista chamada Eliza, muito pobre, sem papas na língua e com nota zero em boas maneiras. Filha de um boêmio divertido e irresponsável, sozinha, tenta sobreviver com grandes dificuldades. Eliza é ridicularizada por sua ingenuidade, trejeitos e por cometer frequentes e graves erros ao se expressar.

 Diante de conceitos e preconceitos da época e sentindo-se humilhada por rirem de seu modo de falar e agir, pede ajuda a um aristocrata e reconhecido professor de fonética e etiqueta, sr. Higgins. Este aposta com um amigo que em seis meses pode transformá-la em uma mulher elegante e sanar seus problemas de dicção. Durante o difícil período de convivência entre o mestre e a aluna acontecem cenas divertidas, demonstrando o extenuante empenho do professor, através de incansáveis técnicas de repetição, leituras e bizarras estratégias pedagógicas.
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cena do filme

Com temperamento difícil e sem reconhecer seu peculiar gestual truculento, a protagonista sofre com extrema dificuldade para aprender a falar corretamente, assim como se comportar dentro dos padrões da sociedade em que vive. Prepotente e machista, sr. Higgins orgulha-se com o resultado de seu trabalho por alcançar o objetivo inicial, o de transformar a simples e humilde florista em uma charmosa dama da sociedade. A vaidade o faz se esquecer do principal, negligenciando o quanto aprendeu e se encantou com Eliza.
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atores da peça em cartaz
Culto e determinado, mesmo parecendo impossível, sempre acreditou que ela conseguiria vencer os obstáculos, o que certamente a fortaleceu. Porém, com foco exclusivo no desafio, ele deixa de enxergá-la como alguém com sentimentos, opinião própria e com muito mérito nesta busca de superação.
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atores da peça em cartaz

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cena do filme - Audrey Hepburn como Eliza
Não vou contar o fim, mas a peça fortalece a ideia de que buscar conhecimento sempre vale a pena, assim como é válido ajudar outras pessoas a desenvolverem suas habilidades, muitas vezes escondidas.

Contudo, a história nos lembra que o egocentrismo e a obstinação podem roubar a essência e autenticidade que nutrem um bom relacionamento. “My Fair Lady” deixa claro que ser educado e comunicar-se de maneira adequada faz muita diferença, seja qual for a situação, influenciando na imagem pessoal e profissional de cada um. Por fim, com bom senso, empenho e motivação a dupla romântica ensina que podemos sempre melhorar, desde que sejamos estimulados de alguma maneira.
registrando nosso dia com My Fair Lady
artigo escrito para o Diário do Sul
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