Pular para o conteúdo principal

COLEGAS OU CONCORRENTES?

Hoje em dia o mundo está tão competitivo que a maioria das pessoas não consegue mais enxergar profissionais da mesma área como colegas, mas sim como concorrentes. Este sentimento tem se disseminado por muitos setores, gerando um clima de tensão e frustração entre indivíduos que falam a mesma linguagem técnica, mas não mantêm um diálogo sincero e aberto dentro dos círculos de convívio comum. Ao contrário, existe uma falsidade velada, com troca de olhares estranhos, que revela falta de companheirismo, onde um quer engolir o outro.


Cada indivíduo que se sente ameaçado acha que precisa defender seu espaço e, se possível, avançar no espaço do outro com intuito de maior projeção e destaque pessoal. Alguns, sem o menor constrangimento, partem para as críticas destrutivas, difamação ou certos questionamentos escusos como arma poderosa contra o suposto adversário. Na verdade, espalhar inverdades ou falar mal daquilo que não se sabe bem ao certo para diminuir alguém é uma estratégia de baixíssimo nível. Contudo, pode surtir efeito. Efeito que pode destruir uma longa caminhada de esforços.



Dentro de uma sociedade estruturada, de algum modo, existe trabalho para todos, e quanto mais troca de experiências e abertura ao novo, mais conquistas e benefícios serão alcançados. É antiquado querer estabelecer territórios em metros quadrados e fazer altos muros para que nada interfira em planos preestabelecidos. O mundo está diferente, mais amplo, e não tem como estancar isso! Oposta à pluralidade de funções, a onda dos reality shows espalhados por todas as mídias estabelece cada vez mais a cultura da eliminação. Algo pernicioso, quando vidas e oportunidades estão em jogo. Este comportamento vem se acentuando com repercussão direta na conduta social, dando ênfase à intolerância e falta de bom senso.


Afinal, no mundo das ciências, das artes e de muitas outras áreas, divergências sempre existiram e sempre existirão. Diferentes condutas e linhas de raciocínio não pontuam quem é melhor. Simplesmente é permitido atingir determinados objetivos por caminhos distintos, fazer descobertas, inventar, inovar ou repaginar. Mesmo que subliminarmente, a intenção de desconstruir a imagem de um colega com objetivos de uma autovalorização programada é extremamente antiética. Portanto... Discordar, sim; maldizer, não!

artigo escrito para o Jornal Diário do Sul
curta nossa fanpage!

Comentários

  1. Estela, adoro seu trabalho.
    Esse artigo ficou maravilhoso... que as pessoas sejam mais amigas e fraternas no ambiente de trabalho. Essa é, conforme você tão bem colocou, uma questão de bom senso e da verdadeira etiqueta. Obrigada!
    Abraços,
    Marília.

    ResponderExcluir
  2. Querida Marília, fico muito feliz com seu comentário. Um abraço no seu coração!

    ResponderExcluir

Postar um comentário