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Que tal um pouco de queijos e vinhos?

Harmonizar queijos e vinhos é uma tradição antiga e combina muito bem com clima de inverno.

O queijo existe há mais de 4 mil anos e carrega, conforme seu local de origem, características peculiares. Após passar por um processo de fermentação, precisa ser maturado. Sendo o produto de um ciclo que se inicia no campo, após seleção rigorosa da matéria-prima, muito acompanhamento, conhecimento e arte, resulta em sabores, consistências e aromas muito específicos. Para degustação é possível preparar tábuas de queijos de diferentes maneiras, como ensinam profissionais especializados nesta área. Estudioso no assunto e capacitado para dar dicas, o francês Charles Piriou sugere, dentro de algumas possibilidades para se servir adequadamente, que os diversos tipos de queijos sejam selecionados conforme a estação do ano, o estilo do menu e o paladar dos convidados.


A tábua clássica e tradicional é composta por cinco a sete queijos de tipos e terroirs (palavra francesa sem tradução que significa a íntima relação do solo e um microclima particular) diferentes e o especialista aconselha variar entre os tipos, cores e formas.

Optar por produtos artesanais e favorecer a produção local é sempre indicado. Escolher um excelente pão também faz parte da composição da tábua, como um autêntico pão italiano ou uma fiel receita de baguete francesa. Melhor evitar pão de forma ou pães com grãos, que poderão alterar o sabor do queijo. Para a tábua em si, prefira materiais que remetam a um ambiente mais rústico, como a madeira ou vidro, e na montagem pense na comodidade dos convidados. Organize os queijos de massa mole no centro, e os mais duros nas bordas, pois estes necessitam ser cortados com mais força.


Na escolha do vinho, vale ressaltar que queijos frescos e os frescos curados pedem vinhos brancos leves, frutados e refrescantes, com acidez elevada (para equilibrar com a acidez dos queijos), como os Sauvignon Blanc ou espumantes.

Os queijos semimoles, por possuírem uma doçura discreta, combinam com os brancos aromáticos, principalmente os Gewürztraminer e os Riesling. Entre os tintos, são recomendados os leves e frutados, como Pinot Noir ou Beaujolais.

Os queijos duros têm sabores mais fortes e complexos, por isso harmonizam com os tintos encorpados. É preciso haver sintonia com a riqueza de notas sensoriais dos queijos duros, que podem ser saboreados na companhia de vinhos encorpados nacionais, além dos clássicos italianos, Chianti e Barolo, ou, ainda, os franceses do Rhône e de Bordeaux. Somando-se aos queijos duros feitos no Brasil, existem os mais tradicionais, como Parmigiano Reggiano, Grana Padano, Pecorino e o Cheddar maturado.



Os queijos azuis, tipo roquefort ou gorgonzola, por serem bem salgados, se adaptam melhor aos vinhos doces, como um do Porto Vintage ou um do Porto Tawny. Todavia, nada impede que sejam acompanhados por um tinto com mais corpo também. Queijos e vinhos são protagonistas de muitos livros e cursos por serem apreciados por um grande número de pessoas e são uma excelente opção para receber amigos em casa.

Artigo escrito para coluna do Diário do Sul
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