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Como agir com quem tem sempre razão?


Quem já não teve a oportunidade de se deparar com alguém bem informado e inteligente que, pelas características já mencionadas, não admite contradições? Dono de uma personalidade marcante, este perfil é ditatorial, possui uma autoestima acima do normal e passa bem longe da humildade e da modéstia. São pessoas que se consideram, realmente, mais inteligentes, mais cultos, mais sábios que a maioria da população, com trejeitos de impaciência em relação às dificuldades comuns da maioria dos seres humanos. Com este modo intolerante de ser e certo de que tem sempre razão, adora polemizar sobre algum tema. Fala com autoridade sobre todos os assuntos e demonstra dominá-los, mesmo que eles não pertençam à sua área de atuação. Esse fato dificulta a convivência com esse perfil, porque é exaustivo ter que aceitar imposições ou atitudes invasivas de quem acha que sabe demais, mas na realidade não sabe tudo quanto imagina sobre certos acontecimentos ou técnicas. 

Quando esse tipo de personalidade encontra uma ocasião para impor suas opiniões e precisa escutar posturas divergentes, ele, imediatamente, acelera seu discurso, aumenta o tom de voz e parte para quase um impedimento à manifestação do interlocutor.
Mesmo que relatemos alguma pressa, nosso intolerante, que se considera onisciente, não vai abrir mão de falar muito até que tenha certeza de que nos convenceu sobre seu ponto de vista.
Mas, afinal, como se comportar diante desse perfil provocador, que não termina nunca seu discurso? Nesses casos, a prudência deve prevalecer. Se tivermos um compromisso agendado e a polêmica for banal, é melhor deixarmos ele pensar que atingiu seu objetivo porque, caso contrário, ele não desistirá de nos convencer de que está certo e atrasará nossa agenda. Melhor abreviar a conversa, com muita sutileza, educação e perspicácia e ficarmos prevenidos ao reencontrá-lo em outra oportunidade.
(artigo escrito para coluna do jornal DS)



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