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Eleições 2014 - comportamento

Como vai o comportamento de candidatos e eleitores?

artigo para o jornal Diário do Sul-20/10/2014
As eleições para o segundo turno estão aí. Analisando um pouco do comportamento de eleitores e candidatos, podemos admitir que o tom de agressividade é nítido. Através dos meios de comunicação se vê muitas ofensas, denúncias, mentiras e estatísticas duvidosas, flagrantes e históricos desfavoráveis de gestão de ambos os partidos.
 Há um desconforto no ar, com sentimento de disputa, que está abalando coleguismos e amizades, em especial pelas redes sociais.
Os internautas estão inflamados e parece que não há racionalidade nos enfoques e nos argumentos, mas sim sentimentos de paixão ou ódio. 
Existe muita incoerência entre o discurso e os fatos, entre as propostas e as possibilidades reais e isso é repetido nas discussões entre indivíduos, que querem se tornar donos da verdade. Quando alguém se considera soberano, tudo fica mais difícil, porque não há diálogo, nem crescimento, quando uma das partes se impermeabiliza ou se torna inflexível em admitir que o outro também pode ter razão em alguns pontos. A troca de informações e a abertura a diferentes pontos de vista pode ser algo positivo quando há civilidade, para que venham questionamentos. São esses questionamentos que devem surgir agora, quando cada um deverá escolher o novo presidente do Brasil.

Com displicência, maus modos, arrogância e confrontos truculentos não se chega a nada. Esse tipo de conduta só cristaliza posturas antagônicas e quem sai perdendo é o próprio país. É preciso ter critérios e observar onde cada setor precisa ser melhor estruturado.
Ignorar a verdade e discutir sem embasamento, apenas para impor a opinião própria, não é o caminho ideal. O pensamento é livre, o voto é secreto e cada um tem direito de chegar a conclusões particulares, contudo, quando se pensa apenas no bem-estar pessoal não se cumpre o que é proposto pela democracia. Por isso é importante que se pesquise, se obtenha informações precisas, em especial de quem realmente entende de história, política, economia, saúde, justiça, educação e segurança.

São muitos os problemas a serem resolvidos e é fundamental que se opte por quem pretende zelar pelo Brasil em todos os sentidos. Não é interessante se deter em tópicos isolados, que favoreçam a X ou Y, mas sim projetos que vão edificar a nação e dar dignidade ao cidadão brasileiro. Nosso país precisa de muitas coisas, entre elas mais ética, justiça e honestidade. Que cada um cumpra seu papel de modo responsável, com muita educação e bom senso.

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