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PALVRAS OFENSIVAS:revidar ou não?

Queridos, este foi o artigo de sexta , dia 15/04 no jornal Diário do Sul!

Estela Maura


Etiqueta Sexta-feira
Sexta-Feira 15/04/2011 às 06:00
Palavras ofensivas: revidar ou não?
O que fazer quando alguém nos bombardeia com palavras ofensivas? Isto acontece com frequência na vida da gente, querendo ou não querendo, dentro de uma brincadeira ou não.
O melhor modo de reagirmos a qualquer ofensa é não revidarmos à altura. Sei que é difícil para alguns leitores aceitarem esta dica, mas acredite, é a melhor opção. A princípio, deve-se considerar o porquê de palavras ofensivas, se foi gratuitamente ou se houve um real motivo para aquele constrangimento. Se a ofensa foi gratuita, pior ainda! Aí é que devemos nos revestir de bom senso, em não reagirmos com outras palavras ou gestos agressivos. Provavelmente, o dia daquela pessoa não está dos melhores e resolveu desabafar com as pessoas erradas. Caso exista um motivo para a agressividade verbal, tentemos não responder nada, mas nada mesmo, por pelo menos 30 segundos. É um tempo para que nosso cérebro organize nossos pensamentos e possa dar uma solução inteligente para aquele momento agudo. Depois deste intervalo, qualquer que seja a resposta, se falarmos algo, tentemos falar em um tom mais baixo daquele de quem nos ofendeu, e não alteremos nosso tom de voz para que aquela pessoa também vá se acalmando e chegando em nossa frequência de humor. Caso contrário, pode se tornar uma discussão ou, até mesmo, uma briga.
Pessoas educadas devem treinar o seu autocontrole. Não se pode sair por aí xingando ou agredindo alguém porque ficou nervoso com algum fato que está dentro das possibilidades do nosso cotidiano.
Outro dia, estava na fila de espera de um banco, em Tubarão e, realmente, o atendimento estava demorado demais, com pouquíssimos funcionários, para variar. Um homem ao meu lado já estava, literalmente, bufando. Quando foi atendido, não sei por que, não conseguiu realizar seu pagamento. O caixa, que mais parecia ser uma máquina multifuncional, coitado, escutou, aos gritos, todos os palavrões pesados que não precisava ter escutado. Parabéns para o funcionário, que não revidou e ainda tentou, consternado, solucionar o problema do cliente irado e cheio dos descontroles.
Aprendi com Roberto Leal, nesta semana, que a ofensa do outro não nos pertence: “Ele disse, mas eu não sou o que ele disse”.
Mesmo que estejamos repletos de razão, isto não implica sermos estúpidos ou mal educados com os outros. Podemos e devemos defender nossos direitos, porém, podemos demonstrar nosso descontentamento de maneira mais sóbria, inteligente e, mais efetiva, inclusive.
Gente, bons modos e gentileza não caem de moda, nunca!

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