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Meus próprios limites

Muitas vezes a gente não quer abrir mão disso ou daquilo e vai se sobrecarregando, assumindo mais funções e responsabilidades. Por uma lado é bom! A gente se dá conta que consegue ser plural, multifuncional e até se surpreende com algumas manobras e habilidades inesperadas. Mas, quando não temos uma autopercepção de nossos limites humanos, esta sobrecarga começa a interferir em muitos aspectos da vida, assim como em nosso desempenho intelectual, disposição, relacionamentos, organização de tarefas e na nossa saúde física e emocional.

Esta falta de se sentir e se perceber mais não é bom, sabe? Faz com que cheguemos a extremos, a desgastes excessivos e isto pode gerar consequências graves.
Por mais que escutemos que o estresse está espalhado por todos os cantos, inclusive nos lugares mais simples e pacatos, não tomamos as devidas providências para não nos perdermos neste furacão da contemporaneidade.

Na verdade, ficamos à margem daquilo que é, realmente, saudável, como relacionamentos preciosos (aqueles sem cobranças), de uma espiritualidade mais vivida e sentida ou de uma alimentação consciente, aliada à atividade física constante. Deixamos de buscar o sono reparador, um entretenimento edificante, assim como um diálogo sincero, o afeto, o toque amigo, o silêncio necessário e a verdadeira paz.

Se você se identifica com este discurso, hoje pode ser um bom momento para dar uma virada. Estou prometendo, a mim mesma, que vou tentar mudar um pouco. Pensar nos meus limites humanos, que são muitos, e dar uma organizada em minha vida. Está na hora!
Abraços!


Estela Maura

fanpage: Etiqueta, Ética e Bom Senso

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